sábado, 17 de novembro de 2007

Baywatch lifeguards

Dia 9: 10:30 pm, acordar e pomo-nos em marcha rumo a Huntington Beach, praia famosa onde foi gravada a série Baywatch. Pequeno-almoço à América (XL), que é quase como um 2-em-1, pois serve já de almoço… Mas desta vez descobrimos um café bastante simpático com esplanada interior, onde a oferta se encaixa no desvio-padrão, estatisticamente falando, i.e, apesar de serem doses “à Benfica”, a oferta tem algo de saudável que nos serve como que um desentoxicante para o nosso colesterol e afins – sim, porque se “em Roma sê romano”, nos States sê americano, pelo menos em relação à alimentação, pois não há outra alternativa, basicamente.

Praia! Apesar de outros preferirem a alternativa lojas. Começava aqui a demência completa em relação ao consumo - é deprimente, eu sei, mas houve quem tivesse anos sem comprar roupa à espera desta viagem para reciclar o seu guarda-roupa! Voltando à praia: estão umas ondas e eu e o Filipe damos uma entrada, que para mim seria fatídica… Meia-hora bastou para que uma quilha assassina me rasgasse o peito do pé… Caldo entornado! Um lenho engraçado no pé, que não vai lá sem 1ºs socorros e com pontos… Então primeiro um tratamento SOS, na casinha Baywatch, mais próxima (pena ser um “Mitch” e não uma Pamela…). Próxima etapa HOAG Hospital para ser suturado: triagem, inquéritos e finalmente a “acção”… Sai-nos “na rifa” uma enfermeira maluca, que se derrete completamente com o Gonçalo, soltando inclusivamente um «You made my day», no final, o que me valeu uns medicamentos e pensos à pala… Boa Gonzo, continua a espalhar magia! A médica que me atende é também bastante simpática que se põe à conversa connosco sobre praia, férias, Califórnia, Portugal, enquanto Mike vai gozando o cenário: fotos, filmagens, piadas, tudo vale para me distrair… Obrigado Mike! E pronto lá se passou uma tarde diferente, com uma experiência nova num hospital da Califórnia, o pior mesmo foi quando a conta chegou a minha casa…

Fechamos a noite no bar Hurricans, onde entre pista de dança e terraço repartimos a nossa diversão, apesar do ambiente ser um bocado trintão – ahh, desculpa lá Mike, tu no fundo és um dos nossos! O Dj de serviço lá incendeia a pista com o típico hiphop, e é a loucura das californianas… Como nota-rodapé deste bar, acrescento só que a noite era de “bar aberto” mas de hotdogs… (Não preciso dizer mais nada sobre esta brutalidade americana).

Eram aqui as "Marés Vivas"...

Mike no seu melhor... ou não!

Alternativo...

Classic

de facto...

HB, surf city

o estrago...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Parte II - California Sul

Dia 8: Despertar em Sta Cruz, pequeno-almoço de bagles e café, e zarpar do ponto mais a Norte da nossa road-trip. Seria então o ponto de inflexão de 180º para rumarmos a Sul. Antes de isso ainda tivemos bastante tempo para checkar a megastore da O’neill, a mítica marca de surf que nasceu nesta localidade na década de 70, visto que alguém (Mike) resolveu estacionar “à patrão” (sem pagar parquímetro), sendo presenteado posteriormente com uma multinha, e que levou bastante tempo para se encontrar o local de cobrança da respectiva coima.
Alinhados com a estrada que nos faria conduzir agora às zonas mais “suleanas” da Califórnia, paramos em Morro Bay, por motivos de força maior – esqueci-me dos óculos no Motel, e aproveitamos para revisitar aquele lugar que ficou registado no nosso top+! Aproveita-se para dar uma entrada para surf, já que o mar está em razoáveis condições para a prática. A única falha é mesmo o tempo que continua feio… Suspeitamos mesmo que aqui haja um microclima, já que à medida que nos afastávamos dali a neblina desaparecia.
Continuar a galgar asfalto, mais umas horitas de van, em que cada um, dentro das limitadas opções, faz aquilo que lhe apetece (à excepção do condutor): desde dj-ipod-set, a dormir, tirar fotos parvas, entrar em demência momentânea, palhaçadas, dvds de surf no dvd portátil do Filipe… tudo serve para passar o tempo.
A noite aproxima-se e ao mesmo tempo vamo-nos aproximando de Los Angeles também, o que é sinónimo de aumento gradual da dimensão da envolvente, das estradas e como é óbvio do trânsito dos milhões que cá vivem. Já entre LA e a vizinha Long Beach, temos o nosso primeiro contacto com a LAPD, que sem ninguém prever interrompe a marcha normal da auto-estrada com “zig-zags” de modo a que toda a gente abrande os veículos. Claro que, estando nós na Califórnia, a abordagem é tipicamente “holliwoodesca” com bastante aparato à mistura. Ficamos meio apreensivos, paramos como todos os automobilistas, e continuamos sem perceber o que sepassa. Entretanto surge um corajoso que ignora a situação e é logo “barrado” pelos agentes, que nem sequer o deixam sair do carro! Lindo, mesmo à filme! E pronto, passados uns minutos “no pasa nada” e seguimos. Pois é, nesta terra há coisas difíceis de explicar…
Poucas milhas mais à frente estamos em Sunset Beach (não a do Hawaii), já muito próximos de Huntington Beach (HB), e como a primeira não é tão pop, os preços são bastante mais atractivos, no que toca a alojamento. Escolhemos então o motel, mas atenção: não é um motel qualquer. Este tem bem visível à entrada, “Room Spa”! Até acabamos por ficar com um desses e tudo! Mas afinal o “Room Spa” não passava da banheira da casa-de-banho que tinha jacuzzi… Mas o mais importante é que os quartos eram bastante acolhedores e confortáveis e com um preço simpático, já que o dono, um emigrante indiano, gostou destes seis “portugas” graciosos (modéstia à parte) que logo se puseram à conversa, sobre Portugal, Califórnia, vidas, Goa, Bombaim, Vasco da Gama… Deixar as malas e vamos lá ver esse movimento nocturno de HB. Já não se passa grande coisa, pois estamos numa 4ª feira e já são 1 da manhã, logo são poucos osresistentes, que se vão aguentando com a ajuda de cervejas e outras… Não obstante a ausência de animação, chama-nos a atenção o surf que se “respira” aqui na “Surf City”. Desde Surf-Walk-of-Fame, pegadas, mãos e autógrafos das maiores lendas de surf mundial, gravadas no chão da entrada da maior loja de surf – HSS. O dia não acabava antes de mais uma peripécia com a polícia californiana… Ao sairmos de HB, para voltar aos nossos aposentos, eis que somos abordados por um carro de patrulha que liga de imediato a sirene para nos parar, se bem que íamos a cerca de 20km/h… Lá encostámos e sem saber bem o que se estava a passar o sr. policia lá começou o interrogatório: de onde vínhamos, de quem era a carrinha, documentos (que não trazíamos…), e mais um sem número de questões, entre as quais, já quase no final, se sabíamos falar inglês (!!!), depois de quase cinco minutos de perguntas e respostas. Lá prosseguimos, sem irmos parar aos calabouços, pois o polícia até acabou por ser porreiro, pois tínhamos passado por um stop, sem parar, mesmo que a 20km/h… Uff…

Surfada, a Chevy e Morro Bay...


Filipe, o condutor

Dj-ipod-set


ZzZZZzzzzZZ....


Mike em demência, Inês com tranquilidade


Piti em modo GPS...


Surf Wall of Fame