quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Em homenagem a Miguel Figueiredo

Aqui está finalmente a música que marcou definitivamente a nossa viagem, em particular ao Mike... O grande hit de Verão das rádios californianas: "Plain White T's - Hey There Delilah"!

Miguel, esta é para ti!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

The OC - parte I

Dia 10: Acordar em HB, mais um grande American Breakfast - ovos, bacon, frango grelhado, panquecas, bagles... Tuff sem dúvida! Esta coisa de comer que nem um americano, começou mesmo a entranhar-se em alguns membros do grupo, havendo mesmo quem chegasse a comer 2 ou 3 pequenos-almoços!! Para a maioria funcionava já como almoço... Mas uma coisa é certa, já todos sentíamos saudades da nossa gastronomia, e já pensávamos num programa de desentoxicação de fast food... Todos menos a Inês, pois a sua alimentação deverá manter-se como só nós sabemos... (lol)
Bom, comidas à parte lá seguimos mais par a Sul, em Orange County. Este é sem dúvida uma dos "distritos" da Califórnia onde se vive melhor. A qualidade de vida aqui é ridiculamente soberba. Casas, urbanismo, paisagens, carros e as babes, especialmente elas, fantásticas! Como diria um "zuca" empregado de uma Breakfast Shop, que conhecemos: «Cára, cê fica ligado na rua e vê às gatas passando! É como filme!» E é que é mesmo assim... Top of the top!
Passamos por Newport, rumo a Laguna Beach. Todo percurso é envolto por uma ambiência singela que tão bem é retratada na variadíssimas produções "hollywoodescas" rodadas neste Estado. A qualidade de vida aqui é simplesmente brutal! As praias são óptimas, o ambiente agradável e a água bem apetecível à "permanência", ou seja, mais uma tarde de alto nível... As coisas só pioram na hora de procurarmos alojamento. Para além de Laguna estar lotadíssima, o que resta não se enquadra com os nossos budgets... Solução: regressar a Newport, que por sinal se revelou uma excelente opção. Encontrámos um motel - Channel Inn, bem porreiro, onde conseguimos ficar com um quarto para os 6, em formato de casa de Santana, Madeira. Chegar, pousar, banhocas, vestir a farpela, já que hoje é 6ª feira, logo há que aproveitar para a borga! Descobrimos o melhor e mais concorrido club de Newport - Sharkeez, brutal fila para entrar, com certos e determinados "marmanjos" a entrarem pela "porta do cavalo" a troco de uns bons doláres... Sobra para os "pobres" que têm de ficar na fila, no entanto valeu a pena! Bom ambiente, gente gira, música a condizer, beerz e diversão - perfeito!


Uma sã rotina I...


Uma sã rotina II...

Que bela casinha!

Bush, where are you?

California dreamin' :)

Beach hockey!

Até ao último raio de Sol...


The nose...


Dava para tudo...


Bucha & Estica...

Califórnia 4ever...

sábado, 17 de novembro de 2007

Baywatch lifeguards

Dia 9: 10:30 pm, acordar e pomo-nos em marcha rumo a Huntington Beach, praia famosa onde foi gravada a série Baywatch. Pequeno-almoço à América (XL), que é quase como um 2-em-1, pois serve já de almoço… Mas desta vez descobrimos um café bastante simpático com esplanada interior, onde a oferta se encaixa no desvio-padrão, estatisticamente falando, i.e, apesar de serem doses “à Benfica”, a oferta tem algo de saudável que nos serve como que um desentoxicante para o nosso colesterol e afins – sim, porque se “em Roma sê romano”, nos States sê americano, pelo menos em relação à alimentação, pois não há outra alternativa, basicamente.

Praia! Apesar de outros preferirem a alternativa lojas. Começava aqui a demência completa em relação ao consumo - é deprimente, eu sei, mas houve quem tivesse anos sem comprar roupa à espera desta viagem para reciclar o seu guarda-roupa! Voltando à praia: estão umas ondas e eu e o Filipe damos uma entrada, que para mim seria fatídica… Meia-hora bastou para que uma quilha assassina me rasgasse o peito do pé… Caldo entornado! Um lenho engraçado no pé, que não vai lá sem 1ºs socorros e com pontos… Então primeiro um tratamento SOS, na casinha Baywatch, mais próxima (pena ser um “Mitch” e não uma Pamela…). Próxima etapa HOAG Hospital para ser suturado: triagem, inquéritos e finalmente a “acção”… Sai-nos “na rifa” uma enfermeira maluca, que se derrete completamente com o Gonçalo, soltando inclusivamente um «You made my day», no final, o que me valeu uns medicamentos e pensos à pala… Boa Gonzo, continua a espalhar magia! A médica que me atende é também bastante simpática que se põe à conversa connosco sobre praia, férias, Califórnia, Portugal, enquanto Mike vai gozando o cenário: fotos, filmagens, piadas, tudo vale para me distrair… Obrigado Mike! E pronto lá se passou uma tarde diferente, com uma experiência nova num hospital da Califórnia, o pior mesmo foi quando a conta chegou a minha casa…

Fechamos a noite no bar Hurricans, onde entre pista de dança e terraço repartimos a nossa diversão, apesar do ambiente ser um bocado trintão – ahh, desculpa lá Mike, tu no fundo és um dos nossos! O Dj de serviço lá incendeia a pista com o típico hiphop, e é a loucura das californianas… Como nota-rodapé deste bar, acrescento só que a noite era de “bar aberto” mas de hotdogs… (Não preciso dizer mais nada sobre esta brutalidade americana).

Eram aqui as "Marés Vivas"...

Mike no seu melhor... ou não!

Alternativo...

Classic

de facto...

HB, surf city

o estrago...

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Parte II - California Sul

Dia 8: Despertar em Sta Cruz, pequeno-almoço de bagles e café, e zarpar do ponto mais a Norte da nossa road-trip. Seria então o ponto de inflexão de 180º para rumarmos a Sul. Antes de isso ainda tivemos bastante tempo para checkar a megastore da O’neill, a mítica marca de surf que nasceu nesta localidade na década de 70, visto que alguém (Mike) resolveu estacionar “à patrão” (sem pagar parquímetro), sendo presenteado posteriormente com uma multinha, e que levou bastante tempo para se encontrar o local de cobrança da respectiva coima.
Alinhados com a estrada que nos faria conduzir agora às zonas mais “suleanas” da Califórnia, paramos em Morro Bay, por motivos de força maior – esqueci-me dos óculos no Motel, e aproveitamos para revisitar aquele lugar que ficou registado no nosso top+! Aproveita-se para dar uma entrada para surf, já que o mar está em razoáveis condições para a prática. A única falha é mesmo o tempo que continua feio… Suspeitamos mesmo que aqui haja um microclima, já que à medida que nos afastávamos dali a neblina desaparecia.
Continuar a galgar asfalto, mais umas horitas de van, em que cada um, dentro das limitadas opções, faz aquilo que lhe apetece (à excepção do condutor): desde dj-ipod-set, a dormir, tirar fotos parvas, entrar em demência momentânea, palhaçadas, dvds de surf no dvd portátil do Filipe… tudo serve para passar o tempo.
A noite aproxima-se e ao mesmo tempo vamo-nos aproximando de Los Angeles também, o que é sinónimo de aumento gradual da dimensão da envolvente, das estradas e como é óbvio do trânsito dos milhões que cá vivem. Já entre LA e a vizinha Long Beach, temos o nosso primeiro contacto com a LAPD, que sem ninguém prever interrompe a marcha normal da auto-estrada com “zig-zags” de modo a que toda a gente abrande os veículos. Claro que, estando nós na Califórnia, a abordagem é tipicamente “holliwoodesca” com bastante aparato à mistura. Ficamos meio apreensivos, paramos como todos os automobilistas, e continuamos sem perceber o que sepassa. Entretanto surge um corajoso que ignora a situação e é logo “barrado” pelos agentes, que nem sequer o deixam sair do carro! Lindo, mesmo à filme! E pronto, passados uns minutos “no pasa nada” e seguimos. Pois é, nesta terra há coisas difíceis de explicar…
Poucas milhas mais à frente estamos em Sunset Beach (não a do Hawaii), já muito próximos de Huntington Beach (HB), e como a primeira não é tão pop, os preços são bastante mais atractivos, no que toca a alojamento. Escolhemos então o motel, mas atenção: não é um motel qualquer. Este tem bem visível à entrada, “Room Spa”! Até acabamos por ficar com um desses e tudo! Mas afinal o “Room Spa” não passava da banheira da casa-de-banho que tinha jacuzzi… Mas o mais importante é que os quartos eram bastante acolhedores e confortáveis e com um preço simpático, já que o dono, um emigrante indiano, gostou destes seis “portugas” graciosos (modéstia à parte) que logo se puseram à conversa, sobre Portugal, Califórnia, vidas, Goa, Bombaim, Vasco da Gama… Deixar as malas e vamos lá ver esse movimento nocturno de HB. Já não se passa grande coisa, pois estamos numa 4ª feira e já são 1 da manhã, logo são poucos osresistentes, que se vão aguentando com a ajuda de cervejas e outras… Não obstante a ausência de animação, chama-nos a atenção o surf que se “respira” aqui na “Surf City”. Desde Surf-Walk-of-Fame, pegadas, mãos e autógrafos das maiores lendas de surf mundial, gravadas no chão da entrada da maior loja de surf – HSS. O dia não acabava antes de mais uma peripécia com a polícia californiana… Ao sairmos de HB, para voltar aos nossos aposentos, eis que somos abordados por um carro de patrulha que liga de imediato a sirene para nos parar, se bem que íamos a cerca de 20km/h… Lá encostámos e sem saber bem o que se estava a passar o sr. policia lá começou o interrogatório: de onde vínhamos, de quem era a carrinha, documentos (que não trazíamos…), e mais um sem número de questões, entre as quais, já quase no final, se sabíamos falar inglês (!!!), depois de quase cinco minutos de perguntas e respostas. Lá prosseguimos, sem irmos parar aos calabouços, pois o polícia até acabou por ser porreiro, pois tínhamos passado por um stop, sem parar, mesmo que a 20km/h… Uff…

Surfada, a Chevy e Morro Bay...


Filipe, o condutor

Dj-ipod-set


ZzZZZzzzzZZ....


Mike em demência, Inês com tranquilidade


Piti em modo GPS...


Surf Wall of Fame

sábado, 27 de outubro de 2007

Demências@SantaCruz.com

Altas escarpas plantam-se entre vegetação e oceano, fazendo recordar as mais belas paisagens madeirenses ou da Serra da Arrábida. É chamado o Big Sur. Nunca chegamos a perceber a razão deste baptismo, mas também não importa muito pois a paisagem mantém-se fantástica e a costa sempre recortada, havendo mesmos pontos que só são ligados por enormes viadutos, fundeados no oceano. Mais umas milhas de estrada e estamos em Sta Cruz.
Esta foi uma das paragens que tínhamos definido previamente como obrigatória. E assim foi. No entanto, foi também um ponto de desilusão que guardámos, logo na primeira impressão... Sem ondas, sem grande movimento junto às praias urbanas, um pouco démodé da onda californiana... O alojamento também ajudou à "festa", definitivamente não foi uma boa escolha: motel típico, em forma de U, onde o átrio serve de parque de estacionamento. Os quartos estão distribuídos por R/C e 1º andar, até aqui tudo bem. Os "problemas" começam na recepção com um cheiro intenso a caril - a dona era uma sra. idosa de origem indiana, que falava um inglês bastante peculiar. Visita eliminatória típica aos quartos, e outra vez o cheiro... Desta vez não era a caril, mas sim a mofo. Mas não um mofo qualquer, bastante requintado, daqueles de reserva... Obviamente que não passou na nossa inspecção, mas a sra. - bastante dinâmica para a idade que aparentava, diga-se, deu-nos prontamente uma alternativa: uns "brand new bedrooms", que é como quem diz, com uma "remodelaçãozeca"... Mas pronto, como tinham um melhor aspecto, o cheiro não era intenso, como já estávamos exaustos e o preço até era convidativo, ficámos. O Mike não ficou muito convencido, mas ainda deu pra nos rirmos bastante, quanto mais não fosse com a família obesa e numerosa afro-americana que era a nossa pitoresca vizinhança!
Apesar da desilusão inicial, a noite rendeu bastante: grande repasto no peer de Sta Cruz, com as iguarias mais proximas das nossas, em toda a viagem e houve até quem comece algo de inovador: bife de tubarão à texana (mas há tubarões no Texas?! ainda hoje nos questionamos...). Seguimos para a downtown, com o isco de uma festa reggae, mas que à chegada optámos pela brewery de Sta Cruz, onde o movimento topava-se à distância! Jolas para cá, vodkas para lá, muitas babes loiras e dementes à mistura, que inclusivamente davam asas às suas veias lésbicas... É mesmo real, vimos 3 doidas num descambanço completo em pleno bar! Lindo! Até que por volta da meia-noite o estabelecimento encerrou... sim estamos nos States e os horários são atípicos para a nossa realidade. O que valeu foi que a "população" do bar migrou em peso para a tal festa reggae, do bar ao lado, mas onde apenas passou hiphop (o reggae era apenas marketing). A pista de dança era bastante escura e lá no meio valia quase tudo (!!!), por isso podem imaginar a demência que ia naquele bar...

Landscape...

O Big Sur


Para mais tarde recordar...

Discovery Channel...


Santa Cruz' Sk8er


O pior alojamento da viagem...

Não está fácil...


Anoitecer em Sta Cruz

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

De luto...


Interrompo aqui a escrita da nossa viagem à Califórnia, pois hoje acordei com a notícia de que a parte Sul deste Estado está em chamas. O cenário pelo que foi noticiado, assume contornos catastróficos, em particular em Orange County e San Diego. Segundo os últimos dados 500 habitações foram já destruídas, contabilizados 1 morto e dezenas de feridos e cerca de 45 mil evacuações implicadas. Mais de 250 mil habitantes foram ordenados a abandonar as suas residências.

Por tudo o que vivemos lá, pelo que esta viagem nos marcou e provavelmente por termos estado ou visto locais que hoje estão reduzidos a cinzas - tal como quem visitou NY antes do 11 de Setembro ou a Indonésia antes do Tsunami, aqui fica, em nome dos 6, o nosso tributo àquelas longuínquas e formidáveis terras...

Como na canção dos Red Hot, dizemos... "California rest in peace(...)".



terça-feira, 23 de outubro de 2007

De JohnBoy's a Morro Bay...

Dia 6: 20 de Agosto de 2007, iniciamos mais um dia subindo pela costa um pouco mais a Norte. Estamos na zona Centro-Sul da Califórnia, e seguimos o trilho da estrada nº1 deste Estado, que continua paralela e bem próxima do Pacífico. À medida que subimos vamos sendo presenteados constantemente com uma paisagem verdadeiramente edílica, cenários de vida selvagem e com poucos vestígios de urbanização. Desde golfinhos, esquilos, castores, elefantes-marinhos, comunidades gigantescas de gaivotas atrevidas, andorinhas-do-mar, pelicanos, vegetação verdejante e uma vez mais o Oceano como denominador comum.
Paragem em Pismo Beach. Uma vilazinha tranquila à beira-mar, com o típico peer e uma extensa praia. Entre surfadas, raquetes, banhos de sol, nós, os turistas, vão-se divertindo durante toda a tarde, até que o final de tarde juntamente com a brisa húmida que a partir daqui, até o ponto mais a Norte que fomos, não mais nos largou, nos obrigou a desertar. Chegava então a típica hora de conhecer um pouco da vida da vila, comer algo, dar uma vista-de-olhos nas lojas, até quando nos preparávamos para esse programa, e depois de largarmos a "trouxa" na van, eis que Gonçalo deixa as chaves dentro da viatura. Caldo entornado! Mas não muito porque estamos nos States e aqui há resolução para quase tudo! Fomos à Police Station mais próxima e lá nos deram um número de telefone de uns tais "JohnBoy's" que resolvem estes 31s. Assim fo, ligámos e lá apareceu o "JohnBoy", no seu truck artilhado de ferramentas e em 5/7 minutos, lusco-fusco, a carrinha estava aberta. Uff...
Paragem obrigatória num outlet da zona e segue-se para cima, destino: Morro Bay - um dos locais que iria ficar registado no nosso top+. Tal como o nome indica, Morro Bay é uma baía que se estende com um morro gigantesco, de origem vulcânica, à sua frente. À chegada o tempo está bastante "manhoso", nevoeiro, alguma chuva, o que torna a noite meio desagradável, mas que fica recomposta com umas óptimas comidas italianas de uma simpática pizzaria, que pelo facto de termos conseguido que nos servissem, aos seis, às 9pm, foi um jantar com um sabor bem especial, diria mesmo com sabor a vitória!
Dia 7: Acordamos com as condições metereológicas bem mais favoráveis, o que nos permitiu desfrutar melhor da vila. Morro Bay é mesmo simpática, acolhedora com particular destaque para o seu porto pitoresco, com bares de madeira antigos, mas restaurados. Uma espécie de lagoa desenha-se então no limite do porto até ao dito morro, onde depois se inicia o oceano. Lojas de surf, que fazem as delícias de todos, misturam-se com restaurantes de especialidades relacionadas com o mar.
Após um belo pequeno-almoço de panquecas, bagles e café, continuamos a rumar a Norte, onde percorremos uma das mais singelas e fantásticas estradas junto do Pacífico...


Welcome to Pismo Beach...

Contemplação...

Pismo Beach para a posteridade

Bem sacada, Mike! ;)

E agora?! Chavezinha dentro da carrinha trancada...

«Que é que eu fui fazer...»

Felizmente havia JohnBoy's!

Happy end...

domingo, 14 de outubro de 2007

Finalmente a praia...

Nunca tinha atravessado um deserto, nem mesmo o da Margem Sul, porque esse não é bem um deserto, só mesmo na cabeça do ministro... Atravessar o deserto de Mojave, ou Vale da Morte como é conhecido, durante o dia é mais uma experiência para coleccionar desta viagem! A paisagem é bastante agreste e seca, o que dá para perceber bem o significado do nickname do deserto. Nestas paragens dificilmente há vida - temperatura do demo, vegetação rasteira e muito, muito pó...
Mais 5 horas de viagem e estamos de volta à metrópole de LA. Desta vez não para ficar, mas apenas de passagem para a Pacific Coast Highway (PCH) - via rápida que preenche grande parte da costa californiana. Destino: Malibu. Centenas de milhas e estamos de volta à costa, e já naquela mítica localidade. Malibu é um clássico da Califórnia. Intimamente ligada ao surf, conhecida pelas suas famosas longas direitas, propícias para o longboard e onde os Beach Boys se terão inspirado, certamente, para as suas melodias. Paramos para procurar alojamento e para tentar absorver o ambiente, restabelecer forças, mas o cenário de desilusão instala-se. Apenas belas casas junto à praia ou nos montes adjacentes à costa, algumas lojas e a PCH... A desilusão aumenta à medida que percebemos que o swell não pára ali e que as praias não são muito aprazíveis...
Decidimos subir pela costa e pelas 8 p.m. chegamos a Sta Barbara. Valeu a pena o esforço de mais umas horas de estrada, ainda mais porque as paisagens são esplêndidas. Mas Santa Barbara merece a nossa atenção, e ao fim de um dia de viagem somos "coroados" com esta bela surpresa de vila! Muita "vida", gente nova a indiciar-nos diversão... Decidimos ficar. Depois de muito procurar, encontramos já nos confins da vila um Motel de chinocas, onde conseguimos um quarto confortável para os 6.
É noite de Sábado e Sta Barbara está ao rubro, cheia de gente e com uma grande oferta de bares agitados e bem frenquentados... Alinhamos no cenário! Bar, música, Buds e lá estavam os "portugas" a sentir o calor das gentes da California, em particular delas, que como dizem os nossos "irmãos brasucas", soltam bem o frango!
Dia 5: Mais um dia em Sta Barbara, que coincide com a nossa estreia de praia. Escolhemos uma prainha calma e agradável para passarmos o dia e nos baptizarmos no Oceano Pacífico, pelo menos para mim, Andreia e Filipe, pois os restantes já se tinham estreado pela manhã numa surfada. Passamos o dia nisto, entre banhos de mar e sol, raquetes e galhofa, e chegamos à tardinha à vila onde nos dedicamos às shops... À noite já não se passa grande coisa, porque estamos num domingo e talvez se trabalhe amanhã por estas bandas, por isso regressamos aos nossos aposentos depois da janta.

Que senhor!

A travessia do deserto...

Pacific Coast Highway

A 1ª surfada

Santa Barbara

California - Clássico

Dilema?!

Ah, nada disso!
Davas-lhe um tau-tau, não davas? :)

"Old Town"